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Trabalho mais que reconhecido !!

Entrevista para o Inca.

Agradeço ao carinho imenso dos meus leitores.

Beijos,
Virna Soledade

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Publicado por em 23/07/2013 em Sem categoria

 

Meu Níver 09-07-2013

Hoje é o meu dia de festejar !!!

Festejo a minha luta, dedicação, fé e esperança.
3 anos atrás eu recebi a pior notícia da minha vida, que acabou por fim me transformando em uma pessoa melhor .
Divido com vocês as fotos tiradas hoje do meu aniversário de 3 aninhos de idade.


Beijos e fiquem com Deus.

Virna Soledade
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Publicado por em 09/07/2013 em Sem categoria

 

Doença de Paget da mama

É um tipo de tumor que acomete a aréola e/ou mamilo, representando 0,5 a 4,3% de todos os casos de carcinoma mamário. Pode apresentar-se de forma assintomática ou associada à hiperemia e eczema. Existem duas teorias para explicar a origem da doença de Paget da mama. A teoria mais aceita sugere que as células tumorais crescem nos ductos mamários e progridem em direção à epiderme do mamilo. A outra teoria propõe que as células tumorais se desenvolvem já na porção terminal dos ductos lactíferos, na junção com a epiderme. A média de idade das pacientes acometidas varia entre 26 e 88 anos, mas o pico de incidência ocorre entre 60 e 70 anos de idade. Aproximadamente 85 a 90% dos casos apresentam associação com carcinoma in situ ou carcinoma infiltrativo.

Sinais e sintomas
A lesão clínica mais característica é a crosta. Ainda pode-se observar eritema, pele espessada, áspera e rugosa, pequenas vesículas, exsudação serosa ou sanguinolenta. A lesão pode evoluir para ulceração à medida que ocorre infiltração de células neoplásicas na epiderme, ocorrendo geralmente do mamilo em direção à borda da aréola. Também pode ocorrer secreção mamilar sanguinolenta. Inversão mamilar é rara, mas pode ocorrer em estágios mais avançados da doença. Outras queixas comuns são: dor, ardência e prurido.
Aproximadamente 50 % dos casos de doença de Paget ocorrem com massa palpável, quando, frequentemente, a doença está associada a um carcinoma infiltrante. Nesses casos, tem sido relatado comprometimento axilar em 45 a 66%. Nos casos sem nódulo palpável observa-se associação com carcinoma ductal in situ em aproximadamente 90% dos casos. Entretanto, mesmo na ausência de nódulo palpável, pode-se observar até 40% de associação com carcinoma invasor, com comprometimento axilar em 5 a 13%. Embora bastante raro, pode ocorrer em homens.
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, mas a avaliação por exames de imagem mamária é mandatória. Alterações mamográficas, como microcalcificações, massas, distorção arquitetural, retração mamilar e assimetrias, podem estar presentes em cerca de 50% dos casos. A ultrassonografia deve ser considerada, especialmente naqueles casos em que a mamografia é normal. E, a ressonância magnética pode servir como complementação à mamografia e à ecografia, em casos específicos. O diagnóstico pode ser obtido por raspado citológico ou biópsia das lesões suspeitas. Mas achados negativos podem não excluir a doença, e, muitas vezes, a ressecção cirúrgica completa da lesão suspeita faz-se necessária.
Tratamento
O tratamento deve seguir a mesma linha das outras formas de carcinoma de mama. A mastectomia foi historicamente reconhecida como tratamento padrão, mas atualmente a cirurgia conservadora tem sido considerada adequada para alguns casos, como por exemplo em casos de doença limitada ao complexo aréolo-mamilar, pacientes idosas, pacientes sem condições clínicas, ou aquelas que se negam a realizar mastectomia. A cirurgia conservadora será associada à radioterapia. A biópsia do linfonodo sentinela será indicada nos casos de mastectomia ou nas cirurgias conservadoras se o tumor adjacente for invasor. A indicação de quimioterapia e/ou hormonioterapia dependerá das características do tumor adjacente.
Considerações finais

A evolução da doença dependerá da presença de massa palpável, da presença de um carcinoma invasivo subjacente e/ou a presença de metástase axilar. O prognóstico das pacientes sem massa palpável é melhor se comparado com àquelas com massa palpável, o que pode ser explicado pelo fato de que lesões sem massa palpável representam geralmente processos não invasivos e intraepiteliais, enquanto uma lesão palpável é frequentemente associada a carcinoma invasivo. Cabe ressaltar a importância de consultas médicas e exames de imagem periódicos e a busca de uma nova avaliação na presença de algum sintoma suspeito.

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Publicado por em 28/06/2013 em Doença de Paget da mama

 

Câncer de Mama Masculino

O câncer de mama masculino é uma doença muito rara que acomete o tecido mamário dos homens
O câncer de mama masculino é uma doença muito rara que acomete o tecido mamário dos homens

Assim como as mulheres, os homens possuem glândulas mamárias e também estão propícios a apresentar o câncer de mama. Para cada cem casos de câncer de mama em mulheres, existe um caso de câncer de mama em homens, sendo um tipo de câncer muito raro e muito pouco estudado.
Estudos mostram que a média de idade dos homens acometidos pelo câncer de mama varia de 60 a 70 anos, concluindo que esse tipo de câncer tende a ser diagnosticado em idade mais avançada do que nas mulheres. Na maioria dos casos de câncer de mama masculino, a detecção da doença é feita em estágio avançado, o que dificulta o tratamento, podendo haver metástase e por vezes óbito. 
Assim como outros tipos de câncer, o câncer de mama masculino tem a sua causa ainda desconhecida, mas especialistas acreditam que alguns fatores podem desencadear a doença, como:

→   Fatores genéticos: algumas pesquisas mostram que alguns homens que apresentaram a doença têm histórico familiar de câncer de mama;

→   Fatores ambientais: alguns autores descrevem que esse tipo de câncer de mama está associado ao tipo de trabalho da pessoa, como trabalhadores que têm maior exposição a altas temperaturas, trabalhadores de indústrias químicas, de sabão e perfumes;

→   Fatores hormonais: o uso de hormônios pode causar hiperestrogenismo, que é uma desordem relacionada a hormônios sexuais, o que aumenta as chances de desenvolver o câncer de mama;

→   Outros fatores que podem desencadear a doença são: orquite, infertilidade, puberdade tardia, criptorquidia (não descimento de um ou dos dois testículos para a bolsa escrotal), hérnia inguinal congênita, orquiectomia (retirada cirúrgica do testículo, em virtude de, normalmente, processos tumorais), excesso de peso e dieta rica em gorduras.
Muitos casos de câncer de mama masculino são diagnosticados em estágio avançado em razão da não realização do autoexame, preconceito, ou até mesmo pela dificuldade que os profissionais de saúde têm de diagnosticar a doença, sendo que em alguns casos o nódulo foi sentido pela parceira do homem. Os sintomas do câncer de mama masculino são aparecimento de nódulo na região da auréola (bico do peito), secreções no mamilo, retração do mamilo, alterações no volume da mama e ulceração do mamilo.
O diagnóstico utilizado para detectar o câncer de mama masculino é feito através do histórico do paciente e de exames como mamografia, ultrassonografia e biópsia do tumor.
O tratamento do câncer de mama masculino dependerá do estágio do tumor, e poderá ser feito através de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.
É importante lembrar que esse tipo de câncer pode progredir e migrar para outros tecidos e órgãos em um processo que chamamos de metástase, podendo causar a morte do indivíduo.

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Publicado por em 28/06/2013 em Câncer de Mama Masculino

 

Pesquisa identifica possível origem do câncer de mama

Células das mamas que possuem uma anomalia nos cromossomos são mais propensas a apresentar problemas de divisão e, assim, provocar a doença

Câncer de mama: pesquisadores descobrem tipo de célula mais propenso a causar a doença (Thinkstock)

Uma nova pesquisa conseguiu identificar a provável origem do câncer de mama. O estudo, publicado nesta terça-feira na edição inaugural do periódico Stem Cell Reports, investigou amos
tras de tecido mamário de mulheres saudáveis para identificar quais seriam as células mais propensas a originar o câncer de mama. Eles descobriram, então, que uma classe específica de células normais que dão origem ao tecido mamário tem estruturas menores do que as normais. Em função dessa diferença estrutural, essas células estariam mais propensas a mutações que dão origem ao câncer de mama. Os resultados do estudo poderão ajudar na identificação de pacientes com risco elevado de desenvolver esse tipo de câncer, além de estratégias para o tratamento e prevenção da doença.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: The Luminal Progenitor Compartment of the Normal Human Mammary Gland Constitutes a Unique Site of Telomere Dysfunction

Onde foi divulgada: periódico Stem Cell Reports

Quem fez: Nagarajan Kannan, Nazmul Huda, LiRen Tu, Radina Droumeva, Geraldine Aubert, Elizabeth Chavez, Ryan R. Brinkman, Peter Lansdorp, Joanne Emerman, Satoshi Abe, Connie Eaves e David Gilley

Instituição: Universidade de Indiana, EUA, e outras

Dados de amostragem: Tecido mamário normal doado por 37 mulheres que realizaram cirurgia de redução de mamas para fins estéticos

Resultado: Os pesquisadores descobriram que as células precursoras luminais são mais propensas a apresentarem falhas na divisão, porque seus telômeros (estruturas que formam as extremidades dos cromossomos) são mais curtos. Esses problemas na divisão celular podem causar o câncer de mama
O estudo, realizado em conjunto por instituições de pesquisa do Canadá, Estados Unidos e Países Baixos, foi realizado com tecido mamário normal doado por 37 mulheres que realizaram cirurgia de redução de mamas para fins estéticos.

Resultados — No estudo, descobriu-se que as células precursoras luminais (que dão origem ao tecido mamário) apresentam telômeros (as extremidades dos cromossomos) muito curtos. Como a função dos telômeros é evitar problemas com o material genético durante a divisão celular, essas células são mais propensas a ter mutações durante o processo de divisão. Essas mutações seriam as responsáveis pelo desenvolvimento do câncer.

“Esse é o primeiro relato de um tipo de célula precursora humana, considerada normal, que apresenta essa disfunção nos telômeros”, afirma Connie Eaves, pesquisadora do laboratório Terry Fox, no Canadá, e uma das autoras do estudo.

A pesquisa ressalta a importância de estudar tecidos humanos saudáveis como uma forma de identificar a origem celular do câncer e os fatores que contribuem para seu desenvolvimento. David Gilley, pesquisador da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e coautor do estudo, acredita que um próximo passo seja verificar se essa descoberta se aplica apenas ao câncer de mama, ou se trata de um fenômeno geral.

Opinião do especialista

Rafael Malagoli Rocha
Pesquisador de oncologia do Hospital A.C. Carmargo.

“Diversos estudos têm mostrado que os telômeros são importantes para o aparecimento de tumores. Ainda não se conhece totalmente sua função, mas se sabe que eles evitam que os cromossomos se fundam, causando alterações na sequência genética que podem causar tumores.

“O estudo é interessante, em primeiro lugar, porque foi realizado com células normais, sem o aparecimento de tumores. Os pesquisadores colheram diferentes tipos de células da glândula mamária e analisaram seus telômeros separadamente. Eles conseguiram ver que as células precursoras luminais apresentam telômeros encurtados, o que pode estar relacionado ao aparecimento do câncer, principalmente porque o envelhecimento tende a fazer com que os telômeros encurtem ainda mais.

“As células precursoras luminais se localizam no interior do ducto mamário (por onde passa o leite durante a amamentação) e são onde se originam 80% dos cânceres de mama.

“No campo da prevenção ainda está claro o que pode ser feito a partir dos resultados desse estudo, uma vez que até o momento não é possível realizar intervenções nos telômeros. Porém, se for identificado o que a alteração dos telômeros provoca nas células, pode ser possível desenvolver medicamentos que façam essas alterações regredirem e, assim, impedir a proliferação do tumor.

“Vale lembrar que o encurtamento dos telômeros é apenas uma das possíveis causas do câncer de mama. Existem ainda os fatores ambientais, como tabagismo e alcoolismo, e predisposições genéticas que facilitam o aparecimento desse tumor.”
Fonte : http://veja.abril.com.br/noticia/saude/pesquisa-identifica-possivel-origem-do-cancer-de-mama
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Publicado por em 27/06/2013 em Sem categoria

 

Vivendo com Câncer de Mama Metastático



Dentre as mulheres que se cruzam na rua, andando apressadas para cumprir suas multimissões, há centenas e centenas que se distinguem pela coragem. Coragem para enfrentar mudanças não desejadas, para encarar com otimismo os dias difíceis, para lutar pela vida. São as Marias, Carolinas, Simones, Renatas, Julianas… Dentre elas, muitas que convivem com um câncer de mama avançado, ou metastático.
A palavra metástase, que causa temor a tantos ouvintes, para elas é presença no dia a dia e lhes convida imperativamente a mudar de rotina e de hábitos, a encontrar novos parâmetros para a sua felicidade, a estarem sempre prontas para outra. Outra série de quimioterapias, radioterapias e de exames, outra cirurgia, outra “novidade” indesejada.
A não ser pelas cabeças peladas elas passam indistintas, pois no contexto social brasileiro ainda precisa-se, e muito, compreender as suas demandas, a sua necessidade por atendimento personalizado e sistêmico, os seus desejos e seus medos. Na conversa com essas mulheres, além da esperança nunca abandonada pela cura, e da busca constante pela estabilização da doença, o que se ouve é sobre o preconceito no trabalho e entre o seu grupo social, o sumiço dos amigos e até dos maridos, a indisponibilidade de seus médicos, a falta de acolhimento da equipe multidisciplinar. Altos e baixos emocionais e dificuldades para acessar os tratamentos são também questões que incomodam.
A presidente do Instituto Oncoguia e psico-oncologista Luciana Holtz, diz que as necessidades e os desafios enfrentados por um paciente que convive com câncer metastático são completamente diferentes daquele paciente que descobre o câncer numa fase mais precoce, inicial.
“Diante da noticia da metástase, a paciente vivencia novamente todos os sentimentos surgidos no momento do diagnóstico, em alguns casos de forma dobrada. Num segundo momento, seu foco e sua energia devem se voltar para o controle da doença, sempre buscando qualidade diante dessa nova fase da vida”.
Jussara Del MoralJussara Del Moral, 48 anos, tem sorriso largo e risada prolongada. Funcionária pública, adepta às baladas, às viagens e aos planos para a vida, ela convive com o câncer desde 2006, e com metástases que surgem em períodos intermitentes. Ela conta que quando surgiu a primeira, ela sentiu medo:
“É uma notícia dolorida. Eu senti medo de morrer e comecei a planejar a minha morte”, lembra. Mas passado o impacto deu-se início à reinvenção de si mesma. Encarou e encara a doença de frente. Não deixou de viver, de passear, de trabalhar. Pelo contrário. Como é funcionária do INSS, atende muitas pacientes oncológicas, e afirma que ninguém sai de perto da sua mesa da mesma forma que chegou:
“Olha, eu sou metida, viu?! Mas digo que as ajudo e muito! Consigo transmitir mensagens de esperança, de coragem… tenho certeza que elas saem mais confiantes!”.
No dia em que foi entrevistada, Jussara acabava de sair do hospital, onde passou por cirurgia de uma metástase óssea. A moça estava ansiosíssima para retornar ao trabalho. “Eu quero mais é saber quais são as próximas fases do tratamento, fazer isso tudo logo e voltar a trabalhar, a sair. Eu hein… ficar em casa?”
Mudança de Foco
Uma metástase toma ainda mais conta da vida de uma paciente, que um câncer inicial. Mais consultas, mais exames, mais etapas de tratamento, mais desgaste emocional. Mas não se pode deixar que a doença tome conta da vida, porque a vida é muito maior que o câncer!
Para além dos momentos mais difíceis do tratamento, em que a dor, a fadiga e o cansaço aportam, é muito importante que a paciente encontre seus escapes e encontre-se dentro do câncer. Grupos de apoio, blogosfera, psicoterapia, exercícios físicos monitorados e, porque não, uma nova atividade profissional, condizente com as novas possibilidades do corpo.
“Já vi muitos casos em que o paciente precisou cessar a atividade profissional, mas descobriu outra que lhe dava muito mais prazer. Que lhe completava mais. O câncer não deixa de ser um momento de redescoberta, de olhar para dentro, para si”, lembra Holtz.
Renata BerzoiniPara Renata Berzoini, não há tempo e espaço para o câncer. A descoberta do tumor primário e da metástase ao mesmo tempo vieram quando o Gustavo ainda estava na barriga. Hoje, o bebê e o irmãozinho Henrique tomam conta da casa e da vida de Renata, e ela afirma que nem se lembra de que está em tratamento.
“Ah… você já viu, né? Com bebê em casa, não há chance para o câncer. E como estou fazendo radio, vou todos os dias para a região da Avenida Paulista. Saio do Hospital e passeio, relaxo, ando por lá…”
Preconceito – Embora o tempo e a vida estejam tomados pelas crianças que habitam seu mundo e os brinquedos espalhados pela casa, Renata sabe que esse tempo passará e já se prepara para encontrar uma nova ocupação. Ela diz que teme o preconceito:
“Por que vão dar o emprego a uma pessoa que pode morrer? Esse é meu maior problema. Ser aceita socialmente”.
A declaração de Renata tem tom de pesar, que logo se dissipa com uma nova perspectiva: “Mas eu estou seriamente pensando em voltar a estudar! A estudar psicologia!”.
Jusciane Ferreira do Santos, 36 anos, que iniciou a jornada de tratamento do câncer aos 29, diz que hoje não faz mais planos, mas busca viver cada dia amparada por uma fé sem limites.
“F. F. F.: Força, Foco e Fé, sempre!”.
De fato, Jusciane é de palavras e semblante fortes. Ela diz imperiosa, que não aceita o fato de que o câncer pode levá-la. “Eu luto com coragem, pois sei que o câncer está no meu sangue. Pode sempre voltar. Tenho que conviver com isso”. Ela conta que a presença da psicóloga em sua vida e de sua família é mais que fundamental para a manutenção da sua força, foco e fé.
“Mas há dias que são muito difíceis. Hoje chorei muito, pois terei que trocar a químio. Justo agora que meu cabelo estava voltando a crescer. Mas é assim… bola pra frente!”
Câncer, Metástase e Atividade Física
Quem olha para Silvania GonçalvesSilvania Gonçalves, 35 anos, não diz que está em tratamento de metástases ósseas. A jovem mãe, que chama os três filhos de “minhas bênçãos”, é educadora física e tem verdadeira paixão pela malhação e continua exercitando-se apesar do tratamento.
“Sempre, sempre pratiquei atividades físicas. Exercícios com peso, musculação, caminhada, dança, ginástica localizada (…). Tudo o que desse tempo para fazer! Comecei o tratamento em dezembro e o médico sugeriu que eu parasse”.
A moça não aceitou a verdade do médico e passou a pesquisar a interlocução entre o câncer e a atividade física. Mesmo à revelia, voltou para a academia!
“Voltei, mas faço tudo bem de leve. Cuido da minha postura, diminuí bastante o peso e exclui determinados exercícios da rotina”. E não é só isso. Ela ainda está fazendo caminhadas com uma amiga e pilates.
Silvania afirma que a atividade física é pressuposto fundamental para a sua vida além do câncer. “Eu tinha muitas dores, mas semanas depois de voltar aos exercícios elas simplesmente se foram. Antes de retomar minha rotina, eu ficava perdida em casa. Dormia muito. Hoje estou disposta, animada e em convívio social”.
Antes que a presente reportagem fosse escrita, Silvania escreveu para a repórter contando que o médico havia liberado a atividade física.
Para multiplicar informações sobre câncer e atividade física, Silvania criou a página OncoFitness no Facebook e é por esta via que se comunica com pacientes de todo o país. “Sei que ajudo muitas pessoas assim. Isso me faz uma pessoa melhor”.
O Câncer de Mama Metastático no Contexto Brasileiro
O Brasil precisa avançar e amadurecer muito em sua forma de atender as pacientes brasileiras com câncer de mama metastático. Nesta fase da doença, o tratamento multidisciplinar tão importante no contexto do câncer se faz ainda mais fundamental. Além do mais, de forma que a doença estará cada vez mais presente no país, cada indivíduo deve refletir sobre a forma como está olhando para um paciente próximo de si. Mulheres com câncer de mama metastático são especiais. Especiais pelas demandas do corpo e pelos impactos inerentes a trajetória de tratamento.
Especiais, pois se destacam entre milhares, por sua luta pela vida.

Como diz o diretor científico do Instituto Oncoguia, Dr. Rafael Kaliks, “Muito mais importante que uma nova terapia, é o apoio psicossocial e o acolhimento da equipe médica e de quaisquer pessoas que convivam com a paciente”.

Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/materia-vivendo-com-cancer-de-mama-metastatico/3500/8/

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Publicado por em 26/06/2013 em Sem categoria

 

Mastologista X Cirurgiã Plástica

Boa noite meus amores !!!

Hoje eu vim contar mais uma história de grande aprendizado e acho que até o momento foi uma das melhores viagens que fiz até o Hospital Regional de Taubaté.
Acordei ás 2 da manhã, me despedi da minha filhota e meu pai foi ocupar o lugar vazio na cama para não deixá-la sozinha e a mamãe ficou cuidando da vovó. Me arrumei e esperei o transporte coletivo da prefeitura vir me buscar e o motorista chegou ás 3:40 da manhã, claro que sempre atrasa um pouco porque são vários pacientes indo cada um ao seu destino, alguns fazem quimioterapia e radioterapia em São José dos Campos e Jacareí, são mães com filhos pequenos nos braços levando para algum acompanhamento ou tratamento, gente que também vai para ficar para dormir porque no dia seguinte pela manhã tem cirurgia para fazer e também tem pessoas que vão fazer visitas aos seus entes queridos que estão internados sem previsão de alta. Só quem vai em um transporte desse sabe bem o que significa. O começo da viagem é um grande silêncio, cada um envolvido com seus pensamentos e também a maioria aproveita para dormir porque o dia é longo até a hora da tão esperada consulta, este é o meu caso, cheguei ás 7 da manhã e fui atendida + ou - ás 15:00. 
Voltando ao assunto da Van, tudo é um grande silêncio até pararmos na estrada para tomar o tão esperado café da manhã, esta é a hora que todos conseguem se ver e conhecer um pouco de cada um, assim que acaba o café voltamos para a Van e o clima já vira outro, todo mundo já está mais animado porque a fome já passou e o dia já está clareando, então o motorista que é uma simpatia e super preocupado com os pacientes com a maior gentileza pergunta se todos estão bem e é nesta hora que todo mundo responde que sim e começamos a falar um com os outros , éramos 15 no total. 
Só sei e percebo que a cada dia que se passa o câncer está praticamente em um membro de cada família e hoje é um assunto falado mais abertamente, dentro dos 15 pacientes 5 deles estavam fazendo tratamento e acompanhamento por conta do câncer. Para mim o câncer  é mais do que normal seja de qualquer tipo que for , eu já passei por esta realidade e de forma alguma me assusta eu sempre tenho fé de que é só um momento na vida das pessoas e umas se curam e outras não e esta é a mais pura realidade.
Cheguei em Taubaté ás 7:00 e fui direto ao Hospital Escola passar no Pneumonologista só para acompanhamento mesmo e depois fui para o Regional passar pelo Dr André Girardi Vieira “mastologista e em seguida com a Dra Cristina Destro “cirurgiã plástica. Voltei rápido para o Regional só que a minha consulta estava marcada para ás 13:30 da tarde e eu tive muito tempo de ficar no meio de um monte de gente que também estavam esperando e não demorou nada para eu fazer uma nova amizade. A primeira pessoa que conheci foi a Andrea, uma pessoa super do bem, com bastante assunto, super inteligente, meiga e com palavras singelas de conforto após saber que eu estava lá por conta do CA, ao lado estava sentada a Estela que também é uma fofura de pessoa e estava esperando muitas horas a consulta para ver como estava a cirurgia da reconstrução do mamilo e aréola, ela dava risada de tudo, foi um dia uma pessoa sofrida e hoje tem orgulho de falar que venceu a doença e que já tinha terminado a tão sonhada reconstrução e eu muito mais do que esperta e curiosa pedi para ela que assim que saísse da consulta se podia ir ao banheiro me mostrar o resultado final da reconstrução porque eu ainda vou passar pela fase do mamilo e aréola.
Uns minutos antes dela levantar sentou uma moça bem cabisbaixa ao nosso lado e prestou bastante atenção em nossa conversa e ficou admirada que  a Estela e eu estávamos dando risadas de tudo que já passamos e quando a Estela foi chamada para a consulta a moça que se chama Diva começou a conversar comigo, fazia poucos dias que ela tinha recebido o diagnóstico do câncer de mama, estava cheia de dúvidas e também insegura com os médicos e eu falei que podia confiar nos dois, mastologista e cirurgiã plástica porque eram os meus amados e trouxeram a minha vida de volta, expliquei da seguinte forma, o Dr André tirou o mau que estava em mim e a Dra Cristina Destro devolveu meus seios mais lindos do que eram antes  e ela começou a ficar mais aliviada. Eu olhava pra ela e conversava muito tentando animá-la e dando a certeza de que só era uma fase e que ela iria mudar por algum tempo mas que daria muito mais valor a vida como eu dou agora. Percebi no olhar o desespero do desconhecido, aliás a gente não nasce sabendo o que é ter um câncer e nem como a gente vai se curar, lembrei o quanto no começo da minha descoberta eu era parecida com a Diva, só que a grande diferença é que eu não entendia nada com nada e não procurava saber e nem queria entender sobre o assunto , eu era o pavor em pessoa, fiquei assim mais ou menos 1 mês, só depois comecei a me soltar porque eu achava estranho eu ser tão jovem e ver tantas mulheres mais velhas que eu esperando para serem atendidas na sala de espera, eu mais observava e pouco falava. Agora a Diva tem curiosidades, quer entender, quer saber o que vai acontecer com ela, quer ter um seio lindo de novo, só que ainda ela não começou o tratamento e nem fez a cirurgia com o mastologista mas conheceu a Dra Cristina Destro e já sabe que vai ficar linda e eu vou contar o porque, quando a Estela saio da consulta ela foi me encontrar e me chamou para ir ao banheiro ver o seio dela e a Diva mais do que esperta aproveitou a oportunidade e pediu para ir junto porque queria ver o nosso seio, ahahah, chega a ser engraçado ver 3 mulheres entrando juntas no banheiro e uma de cada vez mostrando seu seio para a outra e explicando como foi feita a cirurgia para a Diva e a Diva também colocou o seio de fora e mostrou o nódulo, ficou tudo tão normal naquele banheiro que quando sai me deu vontade de dar risada da situação, uma apertava o seio da outra e a outra que não passou por nada ainda ficou feliz e confiante de saber que ela teria um peitão duro e lindo e eu me senti muito feliz por poder ajudar mais uma querida cheia de dúvidas. A Diva e eu conversamos muito , muito mesmo e eu expliquei tudo com a maior calma e ela aceitou de coração e ficou toda animada e chegou a ir ao banheiro cuidar da aparência passando batom e lápis nos olhos, afinal o filho dela estaria chegando para passar na consulta junto com ela.
Papo vai, papo vem e eu e a Diva fomos tomar um ar fora do Hospital porque ainda faltava umas 2  horas para a nossa consulta e já tínhamos nos despedido da Estela. Ficamos ali tomando um ar e de repente eu vejo o Dr Anjo passando e  o chamei, dei um super abraço no meu salvador e como não consigo ficar calada comecei a fazer um monte de perguntas, a primeira foi sobre anticoncepcional , se eu podia tomar ou não, e ele disse que não porque sou positiva para hormônio, não entendi muito e fiquei na minha, falei para ele que coloquei o DIU e ele arregalou um olho me perguntando se era de aço ou cobre e eu disse que era de cobre e ele me falou que fiz o certo, também perguntei sobre eu tomar Cálcio porque logo estarei com 40 anos e descobri que também não posso e achei tudo estranho, mas é claro que vou obedecer tudo que meu médico fala e não é não , nem tem o que argumentar. Conversamos mais um pouco e me deu um aperto no peito, o meu salvador o meu Dr Anjo já tinha me dado Alta e foi a pessoa que um dia salvou a minha vida, que conseguiu fazer eu sorrir na pior fase da minha vida, que fez eu perceber que eu era eu mesma sem um seio, que se preocupou em cada uma das minhas fases em relação ao câncer, virou meu psicólogo, cuidou de mim e o melhor de tudo , fez eu perceber que eu existia e que eu tinha que me amar e ter fé e foi tudo isso que eu fiz. Ele foi a pessoa que um dia me deu a pior notícia da minha vida e eu chorei desesperadamente ao saber que estava doente, mas no fundo, mesmo eu tendo ficado com raiva no momento eu sabia que deveria confiar e que ele, só ele mesmo o meu Dr André Girardi Vieira iria me salvar. Eu sinto falta dele, ele fez parte da minha vida durante 3 longos anos, só que a vida continua e vou ter que me desligar do meu Anjo. 
Tirando este pequeno desabafo, conversamos um pouco e subimos para o 1º andar, o Dr Anjo, eu e a Diva e nem olhei para traz para não ter que me despedir de novo dele e fui direto para a recepção falar com a Claudia para saber se a Dra Cristina tinha chegado. A Diva foi chamada  e eu fiquei junto com ela na sala de espera dando força porque iria passar com o Dr André e em seguida a Dra Cris chegou e me chamou e eu fiquei desesperada de entrar em minha consulta sem ver como a Diva ia sair. A Dra é a coisa mais delicada e humana que já conheci, também é super preocupada com as pacientes dela e faz de tudo para deixar o mais perfeito possível o resultado da reconstrução , eu posso dizer que hoje tenho os seios mais lindos do mundo, os que eu tinha antes eu não gostava muito não. Conversamos bastante e ela sempre me ajuda no que for possível, agora volto só em setembro para saber se a cicatriz está boa para poder fazer a reconstrução dos mamilos e torço para que sim, mas também não quero ter alta dela. Como é difícil pegar carinho e amor pelas pessoas e um dia ter  que se despedir. Eu não quero ouvir ela falar que não preciso mais voltar, espero que dure mais uns anos pela frente para isto acontecer, os dois de uma só vez eu não vou aguentar, eles fazem parte da minha vida e da minha história. 
Saí da consulta e dei de cara com a Diva que não estava tão animada como entrou, mas conversamos bastante e ela estava com o filho ao lado que trouxe mais segurança e eu percebi que é o super filho, super atencioso e prestativo com a mãe e ela não vai poder dizer que está sozinha, ela tem um filho maravilhoso pelo que eu pude perceber.
Nos despedimos da Claudia ” recepcionista ” e descemos , foi chegando quase o fim do nosso dia de angústia esperando passar pela consulta, mas para mim valeu a pena até o cansaço físico e mental  para encontrar os meus Doutores Anjos. Saímos pela a porta do Regional, comemos uma pipoca que o filho da Diva comprou e conversamos mais um pouquinho, nos despedimos e eu  senti mais uma vez com a missão cumprida e tenho a certeza de que a minha nova amiga Diva vai lutar  e enfrentar com a cabeça erguida todas as fases que irão surgir em relação ao câncer e ela vai ser mais uma guerreira que eu conheci.
Gente eu estava tão cansada, fui para a Van, conversei com as pessoas que já tinham passado pela a consulta e ainda faltavam duas pessoas que chegaram só ás 17:00 e pegamos a estrada novamente, com chuva, frio, trânsito , acidente e muita fome de comida de verdade, porque eu só tinha comido o dia todo pão de queijo e tomado café, não tem aonde almoçar lá perto.
Cheguei em casa ás 10:00 da noite, tão cansada, exausta que nem tive forças para comer e nem tomar banho, só lembro de dar um beijinho cheio de saudades na minha filha que já estava dormindo e capotei.

Acredito de devem estar se perguntando porque eu não dormi as 3 horas de ida e volta, é que ao meu lado tinha uma cadeirante sem as duas pernas e a cada curva que  vinha eu tinha que segurá-la para ela não cair.

Eu só tenho a agradecer por este dia e por todos ainda que virão em minha vida.

Boa noite pessoas lindas e muito obrigada por participarem do meu blog. Logo eu volto para contar mais uma história de um dia lindo como este.


Dá para fazer um livro da minha história !

Beijos a todos,
Virna Soledade

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Publicado por em 26/06/2013 em Sem categoria

 
 
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